JADOTVILLE - resenha

4:09 PM


Pouca gente sabe o que aconteceu com o exército irlandês na República do Congo, mais precisamente; Katanga. Na época da guerra fria, o ministro eleito, decidiu estatizar as mineradoras e acabou sendo assassinado, por um general chamado Tshombe, que assumiu o poder. 

Como o filme bem diz em uma das cenas "você não diz não para as empresas de fora". 

Para transmitir a paz, a ONU (organização das nações unidas), decidiu mandar o exército irlandês, que não tinha estado em nenhuma batalha até então, para a região de Jadotville. Outro motivo por trás da escolha desse exército é que a Irlanda nunca tinha escolhido lados na guerra, então seria um bom exemplo para garantir paz. 

O alojamento onde o exército, que contava com 157 soldados, ficou foi literalmente no meio do nada, cercado por mato e animais. Sem contar que os suprimentos duravam para poucos dias e eles não tinham armamento suficiente. 

O plano era não deixar que eles fossem atacados, porém algumas complicações permitiram que os atacassem, inesperadamente, na hora da missa. A "guerra" durou enquanto o exército irlandês possuía armas e quando essas já não tinham mais munições e os medicamentos haviam acabado, o comandante Patrick Quinlan aceitou a rendição. 

Na Irlanda, eles passaram a ser chamados como "Os patetas de Jadotville" e a bravura de cada um deles só foi reconhecida em 2005. 

Comandante Pat Quilian 

Soldados de Jadotville

O filme, feito pela netflix e estreado agora dia sete de outubro, dirigido por Richie Smyth e com roteiro de Kevin Brodbin, foi uma homenagem e um acerto histórico com todos os soldados. Não precisa ser um expert em história para entender o enredo, tudo vai se desenrolando aos poucos e fazendo cada vez mais sentido. O elenco conta com Mark Strong, Guillaume Canet e Jamie Dornan, no papel de Patrick Quinlan. Toda sua genialidade é mostrada (gravar e anotar todas as conversas com os superiores), suas táticas de guerra, seus livros sobre guerras passadas.


A missão era manter todos os soldados vivos e assim foi, nenhum irlandês morreu no cerco de
Jadotville, apesar das dificuldades. 

A atuação de cada um foi espetacular e apesar de ser suspeita para falar do Jamie (sou bem fã), aquele homem arrasou no papel. Ele sendo mandão e falando palavrão foi meu fraco, desculpa. Tudo foi super bem feito, explicado, os efeitos especiais então... 



No primeiro ataque eu já fiquei super nervosa e o filme inteiro eu passei com o coração na mão. Diria que é um filme para os fortes. Acabei torcendo o filme inteiro, sofrendo, chorando com os personagens e pegando até raiva de alguns (aka O'Brien). 

Valeu a pena cada minuto e ando recomendando para cada um que converso. Foi bem interessante aprender mais sobre as consequências da guerra fria pelo mundo, especialmente na África, que passou por um processo de "descolonização". E também, conhecer um pouco mais do exército irlandês, que quase ninguém fala nas aulas de história! 





Se você assistir JADOTVILLE, me conta aqui nos comentários ou pelas redes sociais. Pode comentar sobre a atuação do Jamie e também indicar mais filmes novos (estou precisando!). Espero que tenham gostado! Beijos e até o próximo post! 

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1 comentários

  1. Elas assinam o serviço de streaming (ou canal a cabo) para ter acesso a produções originais e diferenciadas, isso viabiliza programas mais ousados para esses públicos e o ciclo de boas produções se fecha em torno disso. Amei o trabalho de Jamie Dornan Lembro dos seus papeis iniciais, em comparação com os seus filmes atuais, e vejo muita evolução, mostra personagens com maior seguridade e que enchem de emoções ao expectador. Desfrutei muito sua atuação neste filme Meu Jantar Com Hervé cuida todos os detalhes e como resultado é uma grande produção e muito bom elenco.

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