Confusão.

6:28 PM

Hoje eu me sentei com dois amigos para conversar sobre a vida. Sobre profissões, medos, frustrações e relacionamentos. O que mais me chocou foi o fluxo de pensamento, em um segundo estávamos discutindo a beleza da medicina e no outro, a desgraça dos relacionamentos. Eu, nesses quase dezoito anos de vida, nunca namorei, nunca beijei e confesso; tenho muito medo das relações amorosas de hoje em dia.

Um beijo é só um beijo. Um toque é só um toque. Será que o mundo deixou de ser sensações e significados? Será que eu espero demais? Culpo os romances melosos. Meu amigo teve péssimas experiências e descobriu que quem ele amava, em menos de um ano, mudou completamente da água pro vinho. Tudo passou a ser passageiro.

Quem eu amo hoje, amarei amanhã? Será que enjoarei dele como enjoo das pessoas com quem eu passo tempo demais? É estranho pensar que você se prende à uma pessoa por apenas uma noite, eu me prendo por anos, por décadas, por vidas. Ninguém nunca passou por mim sem significar algo, sem mexer comigo dos pés a cabeça.

Aliás, é bizarro como a gente muda por alguém. Como passamos a sorrir, andar, falar... É algo tão puro mas tão calculado. Se a gente quer alguém, insconcientemente lutamos com todas as nossas armas, lutamos com a alma.

E agora, o maior questionamento que me prende e me tira o sono da noite; será que já amei? Como é amar? Como é querer alguém mais do que si próprio? E, como descartamos alguém tão facilmente? Como ignoramos um beijo de uma noite, um carinho, um momento trocado com alguém?
É confuso, é intrigante, é o ser humano em toda sua glória e confusão.

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