The Crown - O que achei da série?

9:54 PM


Ao longo de dois anos eu acompanhei “The Crown”. Assisti grande parte dos primeiros episódios da primeira temporada antes de fazer as provas do Enem e por falta de tempo, apenas completei a segunda temporada neste ano.

A série retrata a vida da atual rainha do Reino Unido, Elizabeth II, desde seu casamento com o Duque de Edimburgo até o batizado de seu filho caçula; príncipe Edward. Assumo que eu apenas conhecia superficialmente a rainha e a linha de sucessão ao trono, sua história era algo que eu não tinha muito interesse.

A primeira temporada é inteiramente focada nela, porém alguns eventos não são explorados, como o nascimento dos dois primeiros filhos, o príncipe Charles e a princesa Anne. Eu, nunca havia imaginado a rainha Elizabeth II como uma princesa normal, fazendo coisas cotidianas e se divertindo com o marido. Essa era a vida que ela levava antes de completar 25 anos, seu pai falecer e ela se tornar a rainha.

Existem alguns fatos engraçados, maior parte deles envolve o duque e acredito que tenha sido isso que não tenha permitido que a série caísse no marasmo. O drama é envolvente por tratar de como foi difícil ser uma rainha tão jovem e se adaptar a uma vida rígida e com mais protocolos do que ela e até mesmo nós, imaginávamos.  Algo que também me chocou foi o distanciamento que a rainha passa a ter com os filhos e toda a polêmica envolvendo o sobrenome das crianças.

Na segunda temporada, o diferencial foi retratar as histórias da princesa Margaret (que me sinto envergonhada por não conhecer antes da série), do irmão do rei George XI (Tio David), do duque de Edimburgo; Philip e do herdeiro ao trono; príncipe Charles.

Houveram vários fatos que me impressionaram, envolvendo todos da família real e alguns episódios mostram as fotos e documentos que foram retratados, provando sua procedência.

Por que assistir “The Crown”?

Porque além de ser algo fora da nossa realidade, o mundo da monarquia e realeza, é um sistema que dura até hoje. O casamento de Elizabeth e Philip, suas gravidezes (que raramente eram mostradas) e problemas com a irmã caçula poderiam ser considerados hoje, problemas simples, resolvidos em um estalar dos dedos. Porém há anos atrás, eram coisas inaceitáveis, como por exemplo, o divórcio.

Assistindo “The Crown” eu passei a perceber que a família real, apesar de ser apelidada cruelmente de “fantoche”, foram e continuam sendo de extrema importância para a sociedade britânica e global. Ainda digo mais, a Netflix teve um carinho e sensibilidade imensa ao explorar a história da realeza e deve ser parabenizada!


Meu veredicto: “The Crown” merece as 5 estrelinhas, com certeza!


Anita. 

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