The Crown - O que achei da série?

janeiro 08, 2018


Ao longo de dois anos eu acompanhei “The Crown”. Assisti grande parte dos primeiros episódios da primeira temporada antes de fazer as provas do Enem e por falta de tempo, apenas completei a segunda temporada neste ano.

A série retrata a vida da atual rainha do Reino Unido, Elizabeth II, desde seu casamento com o Duque de Edimburgo até o batizado de seu filho caçula; príncipe Edward. Assumo que eu apenas conhecia superficialmente a rainha e a linha de sucessão ao trono, sua história era algo que eu não tinha muito interesse.

A primeira temporada é inteiramente focada nela, porém alguns eventos não são explorados, como o nascimento dos dois primeiros filhos, o príncipe Charles e a princesa Anne. Eu, nunca havia imaginado a rainha Elizabeth II como uma princesa normal, fazendo coisas cotidianas e se divertindo com o marido. Essa era a vida que ela levava antes de completar 25 anos, seu pai falecer e ela se tornar a rainha.

Existem alguns fatos engraçados, maior parte deles envolve o duque e acredito que tenha sido isso que não tenha permitido que a série caísse no marasmo. O drama é envolvente por tratar de como foi difícil ser uma rainha tão jovem e se adaptar a uma vida rígida e com mais protocolos do que ela e até mesmo nós, imaginávamos.  Algo que também me chocou foi o distanciamento que a rainha passa a ter com os filhos e toda a polêmica envolvendo o sobrenome das crianças.

Na segunda temporada, o diferencial foi retratar as histórias da princesa Margaret (que me sinto envergonhada por não conhecer antes da série), do irmão do rei George XI (Tio David), do duque de Edimburgo; Philip e do herdeiro ao trono; príncipe Charles.

Houveram vários fatos que me impressionaram, envolvendo todos da família real e alguns episódios mostram as fotos e documentos que foram retratados, provando sua procedência.

Por que assistir “The Crown”?

Porque além de ser algo fora da nossa realidade, o mundo da monarquia e realeza, é um sistema que dura até hoje. O casamento de Elizabeth e Philip, suas gravidezes (que raramente eram mostradas) e problemas com a irmã caçula poderiam ser considerados hoje, problemas simples, resolvidos em um estalar dos dedos. Porém há anos atrás, eram coisas inaceitáveis, como por exemplo, o divórcio.

Assistindo “The Crown” eu passei a perceber que a família real, apesar de ser apelidada cruelmente de “fantoche”, foram e continuam sendo de extrema importância para a sociedade britânica e global. Ainda digo mais, a Netflix teve um carinho e sensibilidade imensa ao explorar a história da realeza e deve ser parabenizada!


Meu veredicto: “The Crown” merece as 5 estrelinhas, com certeza!


Anita. 

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